SONETO DA DISCÓRDIA
Mensagem aos visitantes, para melhor entendimento:
O soneto abaixo foi escrito por mim, para rebater algumas
críticas radicais de alguns membros tradicionalistas de uma
comunidade poética que eu participo, quanto a legitimidade
da poesia livre (ou moderna), que são comumente postadas
por poetas respeitados daquela comunidade, cujos quais
preferem a poesia livre, apesar de conhecerem bem as
estruturas dos versos clássicos, porque estas permitem a
melhor manifestação da inspiração. Por vezes, vi críticas ferrenhas a poemas lindos,
apenas por eles não conterem a estrutura clássica,
e considero isso injusto. Acho que poetas atuais mais tradicionais e que se
sentem a vontade criando obras rebuscadas e dentro de
preceitos pré-estabelecidos, transportando em suas palavras
os sentimentos da poesia, estão certos e são tão importantes
quanto aqueles que fazem o mesmo com poesias livres. Alguns destes tradicionalistas entendem que só os moldes
clássicos, metrificados e bem rimados podem ser considerados
“poesia”, opinião que eu não compartilho. Acho que o poeta, acima de tudo, deve respeitar nossa língua
no momento da escrita e traduzir tudo o que vê e sente
em palavras escritas. É natural que, no mundo moderno
em que vivemos, exista muito mais criação de belíssimas
poesias livres que estruturadas, pois o que realmente importa
é a sensibilidade e a emoção causadas pelos versos...
“A poesia também pode ser livre!”
Edi ___________________________________________________
SONETO DA DISCÓRDIA
São meras, tuas palavras sem sentido.
Dos versos decassílabos, ao vento.
Deveras, sem poesia e amor rugido!
Diversos, ao sabor teu, sem lamentos!
“Ser” métrico, sem dó, nos andamentos.
Desfaz da emoção, dá um não às promessas.
Se é ético e gentil, ver sentimentos!
Me deixa não, alegria, as tuas avessas!
Oh, clássico Soneto, de que vales?
Não sois a carruagem da emoção?
Porquê pendes vazio, ao que tu fales?
Aqueces, todo Amor dum coração!
E se, são regras, as força que te atem.
Te livra logo deste, afiado arpão!
E d i
O soneto abaixo foi escrito por mim, para rebater algumas
críticas radicais de alguns membros tradicionalistas de uma
comunidade poética que eu participo, quanto a legitimidade
da poesia livre (ou moderna), que são comumente postadas
por poetas respeitados daquela comunidade, cujos quais
preferem a poesia livre, apesar de conhecerem bem as
estruturas dos versos clássicos, porque estas permitem a
melhor manifestação da inspiração. Por vezes, vi críticas ferrenhas a poemas lindos,
apenas por eles não conterem a estrutura clássica,
e considero isso injusto. Acho que poetas atuais mais tradicionais e que se
sentem a vontade criando obras rebuscadas e dentro de
preceitos pré-estabelecidos, transportando em suas palavras
os sentimentos da poesia, estão certos e são tão importantes
quanto aqueles que fazem o mesmo com poesias livres. Alguns destes tradicionalistas entendem que só os moldes
clássicos, metrificados e bem rimados podem ser considerados
“poesia”, opinião que eu não compartilho. Acho que o poeta, acima de tudo, deve respeitar nossa língua
no momento da escrita e traduzir tudo o que vê e sente
em palavras escritas. É natural que, no mundo moderno
em que vivemos, exista muito mais criação de belíssimas
poesias livres que estruturadas, pois o que realmente importa
é a sensibilidade e a emoção causadas pelos versos...
“A poesia também pode ser livre!”
Edi ___________________________________________________
SONETO DA DISCÓRDIA
São meras, tuas palavras sem sentido.
Dos versos decassílabos, ao vento.
Deveras, sem poesia e amor rugido!
Diversos, ao sabor teu, sem lamentos!
“Ser” métrico, sem dó, nos andamentos.
Desfaz da emoção, dá um não às promessas.
Se é ético e gentil, ver sentimentos!
Me deixa não, alegria, as tuas avessas!
Oh, clássico Soneto, de que vales?
Não sois a carruagem da emoção?
Porquê pendes vazio, ao que tu fales?
Aqueces, todo Amor dum coração!
E se, são regras, as força que te atem.
Te livra logo deste, afiado arpão!
E d i

