SONETO - CREPÚSCULO DE INVERNO
SONETO - CREPÚSCULO DE INVERNO
Oh, gélido frio, cá fora a pairar!
Por parques e por praças, ao crepúsculo.
No inverno que me vem, ao caminhar.
Me bate no rosto, o vento minúsculo!
Me digo um poema, para acalentar.
São versos de aquecer um coração.
Eis minha alma, baixinho a escutar...
Se rimo folhas caídas, na oração!
Douradas, pelo chão vão estalar!
Ao vento espalhadas, sem cadência.
Eis a tela sussurrada em meu soneto!
Desta imagem não ouso me apossar!
Só me coube bucólica absorvência.
És simplesmente poema, não consueto!
Edi
Oh, gélido frio, cá fora a pairar!
Por parques e por praças, ao crepúsculo.
No inverno que me vem, ao caminhar.
Me bate no rosto, o vento minúsculo!
Me digo um poema, para acalentar.
São versos de aquecer um coração.
Eis minha alma, baixinho a escutar...
Se rimo folhas caídas, na oração!
Douradas, pelo chão vão estalar!
Ao vento espalhadas, sem cadência.
Eis a tela sussurrada em meu soneto!
Desta imagem não ouso me apossar!
Só me coube bucólica absorvência.
És simplesmente poema, não consueto!
Edi

