26 março, 2018

Coração de amor

Coração de amor 

O meu Amor, 
que de mais puro,
não te pôde roubar o beijo...

Beijo proibido... 
pelas mágoas do amanhã...

E, em mesmo que te ame eterno,
tua boca jamais tocará a minha...

Ohh, que dor é essa, 
que não a impedem os deuses do Amor, o meu coração de amar o seu?

Edi

Sou cego

Sou cego pra vida...
Sou cego pras emoções...
Sou cego quando sonho...
Sou cego quando amo...
Sou totalmente cego; enquanto vivo...

01 outubro, 2014

SONETO - O ESCRAVO

Soneto - O escravo

Vê um lume pairando ainda aceso,
Abre um olho, prum lampião num canto.
Clareia desde ontem, o quarto santo.
Não tem botas calçadas, menosprezo!

No fino frio matinal, já faz luta.
Corta a cana com raiva, sede e fome.
Má vida, em cada golpe lhe consome!
Chamado inconsciente, da morte escuta!

Olhando no cansaço, a cor do chão .
Dum milagre, ele ergue a cabeça.
Do longe chega à cena, o senhoril.

Dedo em riste, lhe escraviza o Patrão!
Faca, enxada e foice – obedeça!
Corta às cegas: cana e carne, hostil…

Edi

30 setembro, 2014

SONETO – SONHOS DE MULHER

SONETO – SONHOS DE MULHER

Quando te vens lembranças, as mais loucas...
Relembras os bons tempos, não vividos!
Lindos passados, não acontecidos.
Só sussurrados baixo, com voz rouca!

São pensamentos loucos cometidos,
nuns desejos tão mudos, que te comem!
Se neles, tu me tomas por teu homem,
são só "sonhos de mulher", incontidos!

Vívidos dias, das lembranças soltas...
Só fragmentos dum caso reprimido.
Também guarda, o gosto da minha boca,

nos lábios, sem jamais tê-la sorvido!
Guardas também, tua saudade que é oca, e
jaz num tempo sábio, nunca existido!

Edi

25 setembro, 2014

SONETO - ALMA APAIXONADA

SONETO - ALMA APAIXONADA

Se tu me guardas ainda, nos teus olhos;
Eu, lá no amanhecer, adormecido...
Se sentes, nos lábios ainda, os meus molhos...
Um sabor, que jamais será esquecido!

São doces lembranças, dum bom passado!
Boas heranças, daquele beijo antigo...
Beijo que me roubaste, acalorado!
Beijo com sabor, “do beijo escondido”!

E eu, que não estava, se quer acordado...
Fui cúmplice, daquele amor bandido!
Pois que em mim, caiu um beijo teu, lançado...

Da tua boca, em desejos incontidos!
Mulher que desconheço do passado...
Deixou-me um beijo, no tempo perdido!

Edi

14 setembro, 2014

SONETO - CAMINHOS SECRETOS

Soneto – Caminhos Secretos


Da boca rosa, ainda escorre o meu beijo…
Pele eriçada! Arfando, dás suspiros!
Paixão andante! Te escalo e te firo...
de amor grave, em pescoço tão sobejo!

Num piscar de olhos, trago-te à loucura...
Teus seios doces me olham tão erguidos!
Penetro emoções, brados (teus gemidos)!
Tuas pernas, já enlaçam minha cintura!

Me respondes com “olhos do desejo”!
Vertes o óleo (que escorre para cima)!
Dá um salto, e já galopas sobre o cume...

Na cavalgada, mostra teus gracejos!
Volúpia! Faz um fogo que ilumina...
os secretos caminhos, que a nós, une!

Edi

13 setembro, 2014

SONETO - CREPÚSCULO DE INVERNO

SONETO - CREPÚSCULO DE INVERNO

Oh, gélido frio, cá fora a pairar!
Por parques e por praças, ao crepúsculo.
No inverno que me vem, ao caminhar.
Me bate no rosto, o vento minúsculo!

Me digo um poema, para acalentar.
São versos de aquecer um coração.
Eis minha alma, baixinho a escutar...
Se rimo folhas caídas, na oração!

Douradas, pelo chão vão estalar!
Ao vento espalhadas, sem cadência.
Eis a tela sussurrada em meu soneto!

Desta imagem não ouso me apossar!
Só me coube bucólica absorvência.
És simplesmente poema, não consueto!

Edi

12 setembro, 2014

SONETO - FOLHAS DE OUTONO

Folhas de Outono

Outono vens, caindo as tuas folhas.
Tuas cores verdes, tem o colorau!
São puras, tuas heranças de Sol Aural.
São tais, os amarelos que desfolhas!

Outono, de ruídos movedores.
Estalos, debulhados pelos ventos.
Perdidas nas revoadas dos tormentos,
flutuam folhas secas, nos vapores!

Nas suaves cambalhotas das descidas,
encontram moribundas, nos gramados,
um Céu azul que lhes traz de volta à vida!

E quando renascidas noutros prados,
brotam ramas profundas e atrevidas,
herdadas dos Outonos do passado!

Edi

11 setembro, 2014

Apenas um beijo

Apenas um beijo


Apenas um beijo...
Dentre tantos desejos...
Apenas um beijo...
Fartaria o coração...
Por um instante!

Apenas um beijo...
Balsamo refrescante...
Apenas um beijo...
Daria ao coração errante...
Trégua à dor lancinante!

Apenas um beijo...
Imenso alívio da paixão...
Apenas um beijo...
Como fosse o ar fresco pro afogado!
Como um gole d’água para o andarilho!

Apenas um beijo...
Acalmaria o mar de angústia...
Apenas um beijo...
Curaria o coração partido...
Apenas um beijo...
faria o milagre!

Apenas um beijo...
Uma única emoção...
Apenas um beijo...
Um único e doce licor...
Que traria paz...
ao espírito cansado!

Apenas um beijo...
Inesquecível...
Apenas um beijo...
Interminável...
Mesmo que, só na lembrança!

Apenas um beijo...
E os movimentos sincronizados...
Apenas um beijo...
E a respiração ofegante...
Apenas um beijo...
faz sentir as batidas do coração!

Apenas um beijo...
Colocaria à prova...
Apenas um beijo...
Incendiaria os dois corpos...
Apenas um beijo...
Amor e paixão!

Apenas um beijo...
Arrepiaria a pele...
Apenas um beijo...
Fluiria o suor...
Apenas um beijo...
revelaria a verdade!

Apenas um beijo...
Inebriaria todo o ser...
Apenas um beijo...
Trairia com a vertigem!
Apenas um beijo...
faria desmaiar!

Apenas um beijo...
Que, de magnético uniria...
Apenas um beijo...
Que seria sempre lembrado...
Apenas um beijo...
por toda vida!

E D I

10 setembro, 2014

Eterno Segundo

Eterno Segundo

A expressão nos olhos,
tão brilhante de emoção...
Palavras expressadas!
Pelos olhos do coração...

Tudo fora dito em um segundo...
Tudo que não se deveria dizer.
Não por palavras incapazes...
Palavras não conseguiriam dizer...

Tudo dito num breve momento...
Num mágico momento...
Tanto... em um só instante!
E nada foi dito em palavras...
Só sentimentos!

Palavra não é linguagem do coração...
Palavra nada pôde dizer...
Nada em palavras escritas pela boca
Só palavras desenhadas pelos olhos...
Olhos do coração!

Mas, como se fosse um encanto mágico...
Tudo fora dito..., simplesmente dito...
Em linguagem de coração...
Verbalizadas pelos olhos brilhantes...
Num simples e eterno segundo!
Para sempre...!

Edi

09 setembro, 2014

Promessa

Promessa

Fiz promessa pra conseguir trazer,
de volta, o meu beijo pra você...
E pousá-lo na tua tez macia...

Fiz promessa pra reencontrar,
de volta, o teu carinho,
os teus caminhos...
que me faltaram tanto,
e inda agora faltam...

Fiz promessa pra voltar,
pra perto do seu coração,
tão caloroso e cheio de amor!

Fiz promessa pra morrer...
Não de saudades, que não é bom,
mas de alegria por rever-te!

Fiz promessa pra não morrer...
não antes de voltar,
pra perto de ti!

Fiz promessa pra voltar...
E meu coração acreditou...
se alegrou e bateu forte,
cheio de esperanças!

Edi

08 setembro, 2014

Segredos dos Olhos

Segredos dos Olhos

Se não vistes assim,
em rubro incandescente,
as vivas pétalas de rosas...
Aquelas que em doce seda pintei!

Se contaram (os teus olhos),
em confidência ao teu coração,
O triste marrom que viram,
naquelas murchas pétalas...

Não me contes então, o teu silêncio...
Que são pétalas sem cor!
Não reveles então, tua indiferença...
Nem o teu esquecimento!

Dize-me só, da tua indignação.
Dize-me tudo, enquanto podes.
Sorrindo ou chorando,
com Amor, ódio ou desdém...

Pois, dizendo-me saberei,
quanta tinta e papel,
nas pétalas querias ver...
Pois, dizendo-me saberei a tua verdade!

Edi

31 agosto, 2014

Flechas encantadas

Flechas encantadas

A uns seres abstratos,
não lhes tocam os versos!
Pois dentro deles não existem,
corações quentes e ternos!
Corações raros, que precedem!

Corações quentes são alvos,
de certas flechas encantadas,
envenenadas por versos.
Versos: veneno da emoção!
Que faz estremecer...
Todo o quente coração!

Mágicas flechas que voam.
Montadas por versos!
Riscam um céu de poesia!
Buscando o destino certo...
Só um coração queriam!

Versos-venenos; vão contaminar...
Voando em estrofes, no dorso das flechas.
Veneno impregnado; Encantando o ar!
Flechas encantadas, vivazes e certeiras!
Setas mágicas, que vão espetar!

Atravessam, com dor, o peito...
Encravam-se nos corações...
Espetam-se, na ternura...
Do amor, da carne pura!
Provocam emoções!

Versos querem envenenar...
Voam em flechas, cavalgam os ventos...
Sibilam num coro de rimas...
Buscam os corações atentos...
Nunca deixam de acertar...
Ficou gravado - este momento!

Vão flechas! Em saraivadas incautas...
Invisíveis! Não aos corações ternos...
Que tentam fugir – (acrobatas)!
Pois, que certeiras são elas!
Flechas montadas por versos!

Flechas encantadas e certeiras...
Tem versos nômades e errantes.
Mas, nunca erram seus alvos!
Obrigam, aos olhos distantes...
Avisarem o coração...
Que: -lhes espetaram num instante!

Flechas montadas por versos...
Atingem bem fundo, os corações.
Se pudessem, ficariam submersos.
Ou sorveriam abstrações!
Para não ser o alvo do veneno
Aquele veneno da emoções!

Edi

SONETO – TUAS FLORES

Só agora, me dei conta de "tuas flores”.
Repente; dum Pai ímpio (par docente)!
Premente; sábia e linda adolescente!
Aflora, a vida; afronta uns tais valores!

Se em ti, brotam, das pétalas, as cores...
Tua forma de mulher é reluzente!
Não tornas ser criança tão candente.
Partes à vida; buscas mais sabores…

Nas novas caminhadas, tens tropeços.
Das minhas, mãos de amparo; te desprendo!
Caminhos teus, percorres inclemente!

Nas trovas dum cantar, fez desvaneço!
Modinhas? De criança? Não compreendo?
Te lembras do meu colo docemente?

Edi

TEMPESTADE

TEMPESTADE

O dia vai embora num céu turvo!
Vai indo pra lugar algum...
Não sinto fome, não sinto frio.
Apenas o vazio que ficou em mim.

Silêncio e lembrança me habitam.
Nesta noite solitária, à tua presença.
E solitário, eis que aqui permaneço...
-Aqui estou, sempre aqui!

E, sentado num canto frio,
deste cômodo vazio de mim.
Ouço aquela sombra de ontem...
Uma, do meu próprio pranto!

Sombra, que me lembra um encanto!
Um que quer ser esquecido...
É um espectro que lembra tudo!
Na penumbra, o amor perdido!

Aqui estou, sempre aqui...
Nestas noites solitárias!
Cheias de sonhos e esperanças!
Cheias de silêncios e lembranças!

E nesta noite solitária que me restou...
Junto às trevas de vertigem e tontura!
Crepúsculo de todas as imagens!
Eis que agora também escuto...
uma nova chuva que cai,
em piedosos pingos de tempestade,
neste inverno que a mim restou...
Eu aqui, sempre aqui!

Edi

PAIXÃO

PAIXÃO

Ouviste tu, os trovões que lá ecoam,
por teu coração à dentro, tão fortes?
Viste os raios, que em ti estão... tão perto,
que já dentro de tua alma ressoam?

Eis a chuva forte de verão,
que a ti chega, tão de repente,
já, direta em teu coração...
É chuva em coração carente!

Eis que, sem aviso te chega,
duma abordagem repentina,
uma chuva quente da emoção.
É tal, uma chuva molhada e fina...
Não te deixa ver,
se não amalgamação!

Oh, o que deverias então vislumbrar?
Um único trajeto indefectível?
Perdeste-te sim, então, em teu caminhar...
Por entre os pingos que te caiam...
ao léu, e teus olhos a inundar,
enquanto um vento aprazível,
os teus cabelos, estava a soprar!

Edi

23 agosto, 2014

Do alto da Lua

"Do alto da Lua" foi

inspirado na foto ao lado,

atendendo o desafio do tópico

“Imagem poética... Quem se habilita?”,

da comunidade “Poetas Escolhidos”.

Do alto da Lua

Que fazes aí, oh Lua,
neste Céu, tão justa a firmar?
Embelezas as noites do mundo,
inspirando os amantes a amar?

Porque não vens aqui comigo,
“enluar” deste lugar?
Desta janela, em que me debruço,
aqui, só para fitar...

Aquele casal ali, tão lindo,
na praia, todo a se dar...
Entre beijos e carinhos,
estão os dois, loucos a se amar...

É o Amor, o mais puro que existe!
Tão raro hoje de se achar!
É a coisa mais linda do mundo!
Mais linda até que o teu luar...

Então, ficas aqui, oh Lua!
Comigo, pra este momento brilhar!
Pois, visão mais linda que esta,
deste teu alto não hás de achar!

Edi

20 agosto, 2014

Pergunte-me

Pergunte-me
(inspirado no rosto [foto] de uma amiga [a personagem].
Por tanto deve ser interpretado a partir do ponto de vista da personagem...)

O que perguntou?
Desculpe, não entendi.
Estava ocupada, ouvindo meu coração...
dizer que quer a emoção...
da paixão tirada dos contos.

Quer o romance dos elfos amantes.
A paixão errantes dos Homens fortes e seguros...
Do beijo que me beijariam, roubados...
Num ato forte e sem escolha.

Desculpe, o que perguntou?
Estava ocupada em mim,
com a pele eriçada...
Caminhando por devaneios...

Por favor, pergunte-me...
E te respondo...
Com o coração...

Edi

17 julho, 2014

Mar grande

Mar grande

Eis a água grande chamada de Mar!
Vejo te desta proa, ao olhar o horizonte.
Imensidão sem lados, nem frente nem fundos.
És um poço profundo, de franjas brancas!
O Liquor da vida, girando num imenso graal!

És um poço sem fundo, de boca grande.
Com teu azul profundo que me põe medo.
Só te enfrenta o Sol, que arde teu sal;
E o vento, que lhe açoita as costas, te fazendo ir;
E a Lua, que lhe encanta as águas, querendo roubá-las.

Pai delicado que cuida teus filhos...
Bradas em ondas revoltas, as tuas revoltas.
Tua seiva de coragem é que me inspira...
E se caio em ti agora?
Pegaria-me em teu colo num balanço?
Ou deixaria-me descer ao teu profundo âmago?

Edi

13 junho, 2014

Luz encantada

Luz encantada

Tão insolente, continua a achar,
Que é o prelúdio da história...
Mal sabe que vive no limiar do amor!
Mal sabe que lhe falta a luz...
A graça da luz!
Vinda do céu... densa e doce!
Mas dos outros, na luz se enrosca... e se absorve...
Viaja pela luz silenciosa dos corações.


Daí abri num breve instante, seu ser escurecido...e mudo!
Deixa o coração, quase parar de pulsar...
Rápido retorna... viagem à luz...
A lareira acesa de luz, ainda está lá...
Tenta acender um diálogo...mas são curtas as palavras!
Diante da luz de todos, devolve ao chão seus pensamentos!
E no chão está seu espelho... claro como naqueles sonhos!
Sonhos tantas vezes já sonhado...sem luz!

O silêncio seu, é só quem o ouve...
Nenhuma palavra é soprada de seu coração...
Falta-lhe sua própria luz!
Mas, desperta do vácuo de repente...
Como ressurgido de um encantamento!
Lança a imagem de sua alma...
Que traz a luz de seu singelo sorriso!
E esta luz a todos cega e encanta...

Todos emudecem para ouvir sua Luz!


Edi

10 junho, 2014

Armadilha

Armadilha

O brilho do seu olhar me incitou
Brilhou meus olhos
Arrepiou minha pele
Alertou meus sentidos
Provocou movimentos

Movimentos, cheiros e sons
Palavras expressas, expressadas...
palavras não ditas,
guiando minhas emoções,
despertando minha sede...

Ouço tua mudez,
Cego-me com tua expressão...
Não adivinho o que pensa...
Só sinto no teu íntimo, o que deseja...
mais do que dizem tuas palavras!

Vejo tua perfeição,
de dentro para fora,
retratada num simples sorriso
“brilho da Lua sobre o Mar”
Que lindo brilho!

Só procuro o que mexe comigo,
...violação dos meus sentidos
Obrigo-me, me faço sonhar...
Roubo a verdade dos oráculos
Você me faz tão bem...

Sopro a brasa da minha loucura,
brasa louca que me queima...
Queimadura que rui a minha dor...
Brasa acesa que queima meu pelo eriçado
Brasa que brilha no meu triste luar!

Solidão, em ataque final
Canto triste de armadilha,
que me prende logo,
aqui deitado, corpo molhado...
Meus olhos molhados...

Um breve gemido...
Vindo lá dos meus sonhos
Descrito nos meus lábios
Falsa lembrança do beijo e do toque...
Choro por mim mesmo...

Algo que não vi...
Lembrança que não vivi...
Intensidade do ritmo da chuva
Ardência do fogo
Cheiro do seio doce na terra!

Tremores e vontades...
Olhos se fechando para dentro
Lucidez perdida no tempo
Nuvens e coração descompassados
Pegar em tua mão!

Dizer coisas que ainda não disse...
Armadilhas do coração!
Como Lobo caminhando na neve fria...
As vezes irônico...
As vezes mudo!


Criar a rima perfeita,
como as mãos juntas em oração?
Só escrevo o que, ao coração interessa...
Escrevo o que me inspira e me ascende...
As vezes uma só palavra ou a resposta exata...
Amor!

EDI

Pensamentos

Pensamentos

Tenho pensado tanto...
Tanto quanto aquele rápido vento quente,
que antes eu sentia, sempre incessante...

Vento que nunca parou de soprar,
naquelas noites de verão!
Às vezes se transformado em tempestades...

Tenho escrito tanto...
Tantas coisas, quentes...
Irremediáveis!

Lava incandescente,
que desce a montanha...,
e marca para sempre...,
o caminho percorrido!

Tenho visto tanto...
Uma luz tão longe...
que nunca alcanço...

A escuridão tão perto, que nunca clareia...
Antigas noites de lua e estrelas..., jamais!
Onde estão agora, os meus sonhos?

Tenho chorado tanto...
Como eternamente chorou aquele doce rio, hoje quente,
por entre as pedras brancas do seu leito,

Lágrimas d’águas, vindas das geleiras...
Escorrem para juntar-se ao seu destino.
-Maravilhoso mar oceano!

Tenho pensado tanto...
Escrito tanto...
Tenho visto tanto...
E chorado tanto...
E onde estão agora?
As noites de verão, de lua e estrelas?
Meus Sonhos e o maravilhoso Mar Oceano?

Edi

06 junho, 2014

SONETO DA DISCÓRDIA

Mensagem aos visitantes, para melhor entendimento:
O soneto abaixo foi escrito por mim, para rebater algumas
críticas radicais de alguns membros tradicionalistas de uma
comunidade poética que eu participo, quanto a legitimidade
da poesia livre (ou moderna), que são comumente postadas
por poetas respeitados daquela comunidade, cujos quais
preferem a poesia livre, apesar de conhecerem bem as
estruturas dos versos clássicos, porque estas permitem a
melhor manifestação da inspiração.
Por vezes, vi críticas ferrenhas a poemas lindos,
apenas por eles não conterem a estrutura clássica,
e considero isso injusto.
Acho que poetas atuais mais tradicionais e que se
sentem a vontade criando obras rebuscadas e dentro de
preceitos pré-estabelecidos, transportando em suas palavras
os sentimentos da poesia, estão certos e são tão importantes
quanto aqueles que fazem o mesmo com poesias livres.
Alguns destes tradicionalistas entendem que só os moldes
clássicos, metrificados e bem rimados podem ser considerados
“poesia”, opinião que eu não compartilho.
Acho que o poeta, acima de tudo, deve respeitar nossa língua
no momento da escrita e traduzir tudo o que vê e sente
em palavras escritas. É natural que, no mundo moderno
em que vivemos, exista muito mais criação de belíssimas
poesias livres que estruturadas, pois o que realmente importa

é a sensibilidade e a emoção causadas pelos versos...

“A poesia também pode ser livre!”

Edi
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SONETO DA DISCÓRDIA

São meras, tuas palavras sem sentido.
Dos versos decassílabos, ao vento.
Deveras, sem poesia e amor rugido!
Diversos, ao sabor teu, sem lamentos!

“Ser” métrico, sem dó, nos andamentos.
Desfaz da emoção, dá um não às promessas.
Se é ético e gentil, ver sentimentos!
Me deixa não, alegria, as tuas avessas!

Oh, clássico Soneto, de que vales?
Não sois a carruagem da emoção?
Porquê pendes vazio, ao que tu fales?

Aqueces, todo Amor dum coração!
E se, são regras, as força que te atem.
Te livra logo deste, afiado arpão!

E d i

02 junho, 2014

Tua Dança

Tua Dança

Tua dança, deixa-me ver...
O que tem ela de tão mágico?
Meus olhos, não conseguem entender...
São passos que “ao chão” nunca tocam...
São vôos singelos, sem asas...

E a música que quer...
acompanhar a tua dança...
tem que se render!
Súdita que é, da tua majestade!
Só contempla teus etérios movimentos...
Aprendidos em papiros antigos,
escritos pelos sábios das artes!

Deixa-me ver esta tua dança...
Agora, já... pois que estou aflito...
Em puro estado de angústia...
Ansioso por decifrar...
Teu sentido... para o meu coração.

Dança mágica dos elfos!
Parodiando as emoções...
Dança que enreda os sentimentos?
Que sinto, a choro, agora.
E ainda a tudo, e a nada, entendi!

Maravilhosa dança, esta tua!
E nela, você lá se esvai...
Leve como a fumaça flutua...
Teu corpo daqui, lá agora situa, pairo...
Em lindo pousar sem asas!

Tua dança, deixa-me ver...
Tão linda!
Me fez chorar...

Edi

01 junho, 2014

Sereia

Sereia
******

Outra vez olhei,
para aquela imagem...
ainda refletida nos meus olhos,
envolta em sonhos irreais...
refletidas num vivo espelho de lágrimas.

Antiga procura do meu coração,
miragem de eterno encanto,
refletida no infinito momento de um olhar.
Magia pura, puro sonho...
...que me dominou!

E, no fundo dos meus olhos...
lá nas paredes do templo das minhas lembranças,
sua imagem ainda esta retratada em lindo quadro...
Eterna Sereia que me encantou,
com voz doce e canto encantado...
que ainda ecoa em meus ouvidos.
Beleza deslumbrante,
que os meus olhos cegou!
Ser real, sonho ou magia?

Fechei meus olhos tristes,
após outro dia, após outros sonhos,
que nunca se realizaram...
Disse para mim mesmo,
as palavras que não quis ouvir...
“Sereias não existem...”
(dormi uma nova noite sem sono)

E, no meu dormir acordado,
tornei a sonhar meus sonhos:
Sereia que seduz,
olhos e ouvidos...
irresistível encanto!

Sereia que domina,
sedutora e cruel...
Sereia que encanta e mata,
com beleza deslumbrante!
Sereia triste e solitária,
que pode seduzir,
mas não pode tocar...
Sereia que é do Mar...
Sereia que não pode Amar!

Edi

24 maio, 2014

Atropelamento

Atropelamento

Vou fechar meus olhos,
para não ver os verdes teus!
Pois se os vir, não serei capaz
de não seguir o teu rumo...
E te alcançar...e te atropelar...
Com meus braços e meus beijos...
Com meu coração e meus desejos...
Com o som da minha voz ao teu ouvido!
Com um poema bem atrevido...

Edi

10 maio, 2014

Água-viva

Água-viva

Tão lindos, sempre tão lindos...
Os teus olhos!
E hoje, eu triste, os vi...
Tão tristes...
Por que, vê-los assim..., tão tristes?
Sem sonhos, procurando por eles!

Não queria vê-los assim...
Lindamente tristes.
Tristemente ainda molhados.
Águas-vivas, refletindo a dor sem cura.
Marcados por aquela noite,
sem sonhos!

Águas-vivas, de lágrimas!
Que, na manhã, viram o amanhecer...
Escuro e amargo...!
Amanhecer sem o Sol...
Sem um beijo doce!

Amanhecer. sem alegria...
Sem carinho, e sem abraço!
Amanhecer sem esperança,
para teus sonhos!

Teus olhos, lindas águas-vivas,
Marcados, pelo amanhecer indesejado...
Que você quis retardar, quis impedir!
Não queria, o acordar...
Do sono, que nem ainda tinha dormido!
Só queria viver o prazer,
dos sonhos...tão seus!

E eu, que pude ver...
Triste, só a tua tristeza!
No brilho, ainda molhado...
Dos teus olhos, águas-vivas!
Doces águas-vivas, agora tão tristes...
Mas, ainda assim, só de puro sentimentos!

Eu, que pude sentir...
Triste, só a tua tristeza!
E, toda tua mágoa e agonia,
da escuridão tão eterna!
Da noite, do futuro, que agora te assusta...
Teu medo das noites e dos amanheceres!
Teu medo do ontem...
teu medo do sempre!

Eu, que triste, pude ver e sentir...
Tua angustia, noutra noite...
com frio, no teu coração quente!
Tua angustia, por teus dias,
tão sem amanhecer!

Vi nas puras águas-vivas,
a tua desesperança!
Já vi teus olhos chorando...
vezes demais!

Águas-vivas que transbordaram,
outra vez, pelo teu rosto,
num pequeno e doce riacho,
deixando marcas da inundação...
Inundação de lágrimas infinitas...
Doce riacho gravado no rosto,
cuja nascente estava no coração!
E que você só quis esconder...

Quis, poder conter aquele doce riacho...
Pra te acalmar, num simples abraço...
Quis, poder te ouvir, suavemente.
Quis, poder te alegrar, com novas esperanças...
Dar-te a esperança dos teus sonhos perdidos...
No tempo dos amanheceres...
E te fazer acreditar, e ir de novo buscá-los...

Quis, te trazer a luz branda, do futuro encantado!
Quis, te dar um colo, tranqüilo e calmo...
Encontrar, para você, o caminho certo!
Onde só haja, calor e Sol no amanhecer...
Onde teus sonhos se realizem!
Onde teus olhos continuem lindos, e sejam...
Lindas Águas-vivas...
que só transbordem doces riachos de alegria,
e de amor!

Edi

30 abril, 2014

Dias e Noites

Dias e Noites

Aquece-me...
Entende esse jeito grave...
Que te afeta e surpreende...
Que te assusta, mas te desperta!
Confia em mim...
De perto e de longe...
Como confia no Sol, quando não o vê...
Como eu, confio em seus olhos fechados...

Dias e Noites...
Seus olhos fechados, que brilham...
Com o teu lindo, escondido sorriso!
Estampado no teu rosto tímido...
Tão belo...Que esconde...
Às vezes, tristeza...Às vezes, alegria.
Às vezes, quem sabe?
Só teu coração!

Dias e Noites
Seus olhos que choram...
Lágrimas tristes, que não vejo...
Pois estou longe!
Mas que posso sentir, mesmo assim!
Lágrimas de Amor!
Como a chuva quente do verão...
Que me afetam e surpreendem...

Se eu, um dia pudesse adivinhar...
O futuro nosso, inteiro.
E ele, sem o Sol, que por vezes, não se vê...
Sem a chuva quente de Amor...
Que brota dos teus olhos...
Neste dia, perguntariam...
À minha Alma e à minha Mente...
Como está teu coração?

Pois ele, já não se vê!


E D I

24 abril, 2014

Teu Jasmim

Teu Jasmim

E, em poema enfim,
te digo (num folhetim)...
Que, o que queres de mim,
é o que procuro em ti!

Olhos verdes de mel e lábios carmim...
Teu perfume de canela; o traz para mim...
Ah sim, também; o teu atrevimento sem fim!
E te dou em troca;
Meus carinhos (são estopins)!
Escorregados pela tua pele, de cetim!

Conte então, teu “tudo” só para mim,
enquanto roço teu pescoço,
aqui neste camarim;
Desço, desde o começo,
até o teu perfumado Jasmim!

Edi

23 abril, 2014

Vida

Vida

Vida...
Grande aventura
Caminhos achados
Caminhos marcados
Enorme prazer
Grande loucura

Vida...
Difícil enxergar
Outra vida acolá
Cruzando os caminhos
Que se vai passar

Vida...
Felicidade é difícil
“À dor”, não há procura
Encontro do que é dado
Dúvidas do que se acha

Vida...
Cruza estradas
Faz amigos
Mas os espeta com farpas
Fere-os com ditos

Vida...
A que nos faz feliz
A mesma que já fez chorar
Aquele amigo que disse
Já é hora de parar...

Vida...
Uma grande procura
A mágoa de alguém
Por descaso à ternura...
Do amigo que vem
A nossa procura

Vida...
Procura por esperança
Ressentimento no encontro
Torturas e dor
Sabor de amargura

Vida...
Revolta e Julgamento
Arrependimentos sem perdão
No seu Tribunal
O costume é o não

Vida...
De largas esperanças
De Idas e vindas
De só Certo, sem errado
De fim sem começo

Vida...
Saudade e Amor
Que agarra pra não perder
Mas sem carinho ou lealdade
Nada há de se fazer

E D I

20 abril, 2014

Coisas Perdidas

Coisas Perdidas

Tantas coisas que sempre existiram...
De repente desaparecem...
Tão rápido quanto chegaram...
Tão importantes quanto nunca jamais foram...

E, só hoje sabemos...
O quanto demoramos a perceber...
O que estamos prestes a perder...
Aquilo que ganharemos se perdermos...

Por que desejamos voltar a ter o que ainda nem perdemos?
Porque tanto, o mal longe...
é, às vezes, o que mais queremos?
E nem vimos o bem do amor...ali, tão perto!

Do amor distantemente, tão ao lado.
Tão perto, tão certo...tão perdido.
Desejamos perder o que ganhamos...
O que nos levita a alma...

Pouco a pouco...
Com nossas inconseqüentes perdas...
Por capricho ou por prazer...
Perder é ganhar... amar!
Ganhar amor...vida...sabedoria e dor!

Edi

19 abril, 2014

BELA TIRA NO CABELO

BELA TIRA NO CABELO

Não é mais jovem...
Sofre três tipos de medo...
Perder seu caquinho de espelho...
Discutir a política e máquinas sem emoção...
Prefere a reforma geral.
Mas no fim dos assuntos,
Encontra seu caquinho de espelho.
E enche os olhos de lágrimas
Não é mais jovem.

Quer amar de peito aberto até a morte.
Quer amar até a morte, despudoradamente!
Quer um homem que ame uma bela mulher!
Quer um homem que ame-a diariamente...
Um homem que, sabendo...
Que por mais que a ame...
Ela se deterá por vezes indiferente...
Emocionada por questões de amor.
Se torna mulher que seduz...

Com sua boca e pernas,
Seduz em matéria de amor.
Quer ver que nos amigos...
Nada mudou em essência.
Essência que lhe interessa.
Que lhe deixa à vontade...
Não quer a sorte comum das mulheres...
Que jamais verão seus nomes,
Impressos no pilares dos mundos...

Ela se deterá por vezes indiferente...
Emocionada por questões de amor.
Ao lembrar-se da mulher que seduz...
E se torna a mulher que...
Antes achava sexo agradável,
Condição normal de alegria...
Com sua boca e pernas,
E que agora seduz o corpo...
Como o simples amarrar de uma tira no cabelo!

Edi

18 abril, 2014

Breve Paixão

Breve Paixão

Amanhece e lá se vai ...
A noite mágica...
Dos Amantes apaixonados ...
Cansados e sedentos ...
Alegres e emocionados.

Por que a abençoada chuva forte ...
Aliada do desabalado vento ...
Despedaçam as flores ?
Tão jovens e tenras ...
Nascidas há pouco ...
Na primavera!

Por que a chuva e o vento ...
Nascidos no calor do verão ...
Nascidos da paixão ...
Do Céu resplandecente...
Pela Terra sedutora ...
Desfazem tão bela imagem ?

Por que o maravilhoso Sol do amanhecer ...
Dissolve tão impiedosamente ...
O brilho deixado pela Lua ...
Ao amor dos amantes ...
Para lhes clarear a paixão...
Como Raios entre os corações?

Ora Por que ?
A paixão verdadeira dos amantes ...
É invejada pelos corações ...
E pelas Almas sem coragem ...
Sem coragem de viver ...
De sentir ...

A breve e infinita ...
Essência das emoções ...
Exuberância das paixões ...
Mesmo que durem ou não ...
O infinito ...

Mesmo que durem ...
Da primavera das tenras flores ...
Ao verão das abençoadas chuvas ...
E dos desabalados ventos ...
Do brilho da Lua ...
À luz do Sol do amanhecer ...

Mesmo que durem ...
Da pura semente do início ...
Pequenos raios nos corações ...
A tão bela e despedaçada flor ...
Pelo desatento vento ...
Do fim!

Edi

10 abril, 2014

Armadas de “Sonhos"

Armadas de “Sonhos”

Conta-se uma história...
A de duas heroínas
armadas de “Sonhos”

Tinham elas...
boa casa e conforto,
mas muitos sonhos...
herdados das estrelas!

E, um dia, aventuram-se,
por terras e mares desconhecidos.
Pois eram fortes e valentes,
mulheres semeadoras!

Desejavam deixar boas sementes,
plantadas em outras terras!
E nunca tiveram o medo...
Aquele, de dar grandes passos...

E caminharam então,
por terras desconhecidas...
Atravessaram abismos de um pulo só...
Enfrentaram o desconhecido!

Navegaram por grandes mares...
domínios dos monstros marinhos...
Mas sempre dominaram bem o timão,
procurando enxergar o próximo...
Porto Seguro!

Navegaram com seus instintos...
Seguindo seus corações
E as estrelas do céu,
morada dos seus “Sonhos”!

E, em seus caminhos,
quando a rotina insuportável surgia,
enfrentavam-na,
apenas sonhando novos sonhos...

E, quando o “aprender” era necessário,
aprendiam, com um alento...
“desejo da conquista dos seus sonhos”

E, quando houveram
as derrotas temporárias,
choraram...
mas, tornaram-se
mentalmente mais fortes!

Pois quando, na longa viagem,
surgiram os grandes ventos e temporais...
no “Oceano dos sonhos maus”,
que seu forte barco ora cruzava...
seguiram avante!

Ventos e temporais...
prontos a despedaçar a nau,
e desfazer seus “Doces Sonhos”...
nas imensas barreiras
das ondas da inveja
e da incompetência...

E seguiram enfrente, com destemor
as duas heroínas armadas de “Sonhos”!
E foram hábeis navegadoras...
Seguiram firmes para as estrelas!
Pois lá moravam seus “Sonhos”...
Lá estava seu destino!

Aprenderão pois,
que antes de tudo é preciso querer,
com o coração e com a alma,
a realização de um sonho...
o crescer de uma flor!

E foi assim que passou aquele tempo...
e o tempo ainda passa...
E aquelas heroínas perseverantes
ainda continuam sua viagem...
Continuam vencendo seus inimigos,
interiores e exteriores...
Pois sabem elas que,
por mais longa que sejam as noites...
sempre haverão estrelas...
casas dos seus sonhos!

E D I