31 agosto, 2014

TEMPESTADE

TEMPESTADE

O dia vai embora num céu turvo!
Vai indo pra lugar algum...
Não sinto fome, não sinto frio.
Apenas o vazio que ficou em mim.

Silêncio e lembrança me habitam.
Nesta noite solitária, à tua presença.
E solitário, eis que aqui permaneço...
-Aqui estou, sempre aqui!

E, sentado num canto frio,
deste cômodo vazio de mim.
Ouço aquela sombra de ontem...
Uma, do meu próprio pranto!

Sombra, que me lembra um encanto!
Um que quer ser esquecido...
É um espectro que lembra tudo!
Na penumbra, o amor perdido!

Aqui estou, sempre aqui...
Nestas noites solitárias!
Cheias de sonhos e esperanças!
Cheias de silêncios e lembranças!

E nesta noite solitária que me restou...
Junto às trevas de vertigem e tontura!
Crepúsculo de todas as imagens!
Eis que agora também escuto...
uma nova chuva que cai,
em piedosos pingos de tempestade,
neste inverno que a mim restou...
Eu aqui, sempre aqui!

Edi

3 Comments:

At 26/6/06 09:09, Anonymous Anônimo said...

25/06/2006 22:38
Eeeeehhhhrr... sabe quadno vc não se acha capaz d comentar uma obra por suspeitar q não entendeu nem metade do q tinha ali? O poema tá muito elegante, tanto quanto seu terno aí nessa foto. Quanto a seu conteúdo, vi uma série d antíteses (ou paradoxos) bem sutis e achei q, em uma dessas coisas opostas, a tempestade retratada na obra é uma tempestade graciosamente lívida. Excelente... embora eu ache q ainda poderia estrair muito mais beleza do poema para mim, mas, como não tive envergadura lingüística suficiente...

 
At 26/6/06 12:42, Anonymous Anônimo said...

Bonito Edi... 26/06/2006 07:36
Realmente o amor faz uma tempestade com nosso coração..rrss gostei do seu poema

 
At 26/6/06 16:44, Anonymous Anônimo said...

Edi... 26/06/2006 08:51
..adorei, palavras mágicas, capazes de tocar..linda poesia!

 

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