10 junho, 2014

Armadilha

Armadilha

O brilho do seu olhar me incitou
Brilhou meus olhos
Arrepiou minha pele
Alertou meus sentidos
Provocou movimentos

Movimentos, cheiros e sons
Palavras expressas, expressadas...
palavras não ditas,
guiando minhas emoções,
despertando minha sede...

Ouço tua mudez,
Cego-me com tua expressão...
Não adivinho o que pensa...
Só sinto no teu íntimo, o que deseja...
mais do que dizem tuas palavras!

Vejo tua perfeição,
de dentro para fora,
retratada num simples sorriso
“brilho da Lua sobre o Mar”
Que lindo brilho!

Só procuro o que mexe comigo,
...violação dos meus sentidos
Obrigo-me, me faço sonhar...
Roubo a verdade dos oráculos
Você me faz tão bem...

Sopro a brasa da minha loucura,
brasa louca que me queima...
Queimadura que rui a minha dor...
Brasa acesa que queima meu pelo eriçado
Brasa que brilha no meu triste luar!

Solidão, em ataque final
Canto triste de armadilha,
que me prende logo,
aqui deitado, corpo molhado...
Meus olhos molhados...

Um breve gemido...
Vindo lá dos meus sonhos
Descrito nos meus lábios
Falsa lembrança do beijo e do toque...
Choro por mim mesmo...

Algo que não vi...
Lembrança que não vivi...
Intensidade do ritmo da chuva
Ardência do fogo
Cheiro do seio doce na terra!

Tremores e vontades...
Olhos se fechando para dentro
Lucidez perdida no tempo
Nuvens e coração descompassados
Pegar em tua mão!

Dizer coisas que ainda não disse...
Armadilhas do coração!
Como Lobo caminhando na neve fria...
As vezes irônico...
As vezes mudo!


Criar a rima perfeita,
como as mãos juntas em oração?
Só escrevo o que, ao coração interessa...
Escrevo o que me inspira e me ascende...
As vezes uma só palavra ou a resposta exata...
Amor!

EDI

Pensamentos

Pensamentos

Tenho pensado tanto...
Tanto quanto aquele rápido vento quente,
que antes eu sentia, sempre incessante...

Vento que nunca parou de soprar,
naquelas noites de verão!
Às vezes se transformado em tempestades...

Tenho escrito tanto...
Tantas coisas, quentes...
Irremediáveis!

Lava incandescente,
que desce a montanha...,
e marca para sempre...,
o caminho percorrido!

Tenho visto tanto...
Uma luz tão longe...
que nunca alcanço...

A escuridão tão perto, que nunca clareia...
Antigas noites de lua e estrelas..., jamais!
Onde estão agora, os meus sonhos?

Tenho chorado tanto...
Como eternamente chorou aquele doce rio, hoje quente,
por entre as pedras brancas do seu leito,

Lágrimas d’águas, vindas das geleiras...
Escorrem para juntar-se ao seu destino.
-Maravilhoso mar oceano!

Tenho pensado tanto...
Escrito tanto...
Tenho visto tanto...
E chorado tanto...
E onde estão agora?
As noites de verão, de lua e estrelas?
Meus Sonhos e o maravilhoso Mar Oceano?

Edi