Mar grande
Mar grande
Eis a água grande chamada de Mar!
Vejo te desta proa, ao olhar o horizonte.
Imensidão sem lados, nem frente nem fundos.
És um poço profundo, de franjas brancas!
O Liquor da vida, girando num imenso graal!
És um poço sem fundo, de boca grande.
Com teu azul profundo que me põe medo.
Só te enfrenta o Sol, que arde teu sal;
E o vento, que lhe açoita as costas, te fazendo ir;
E a Lua, que lhe encanta as águas, querendo roubá-las.
Pai delicado que cuida teus filhos...
Bradas em ondas revoltas, as tuas revoltas.
Tua seiva de coragem é que me inspira...
E se caio em ti agora?
Pegaria-me em teu colo num balanço?
Ou deixaria-me descer ao teu profundo âmago?
Edi
Eis a água grande chamada de Mar!
Vejo te desta proa, ao olhar o horizonte.
Imensidão sem lados, nem frente nem fundos.
És um poço profundo, de franjas brancas!
O Liquor da vida, girando num imenso graal!
És um poço sem fundo, de boca grande.
Com teu azul profundo que me põe medo.
Só te enfrenta o Sol, que arde teu sal;
E o vento, que lhe açoita as costas, te fazendo ir;
E a Lua, que lhe encanta as águas, querendo roubá-las.
Pai delicado que cuida teus filhos...
Bradas em ondas revoltas, as tuas revoltas.
Tua seiva de coragem é que me inspira...
E se caio em ti agora?
Pegaria-me em teu colo num balanço?
Ou deixaria-me descer ao teu profundo âmago?
Edi

