SONETO - O ESCRAVO
Soneto - O escravo
Vê um lume pairando ainda aceso,
Abre um olho, prum lampião num canto.
Clareia desde ontem, o quarto santo.
Não tem botas calçadas, menosprezo!
No fino frio matinal, já faz luta.
Corta a cana com raiva, sede e fome.
Má vida, em cada golpe lhe consome!
Chamado inconsciente, da morte escuta!
Olhando no cansaço, a cor do chão .
Dum milagre, ele ergue a cabeça.
Do longe chega à cena, o senhoril.
Dedo em riste, lhe escraviza o Patrão!
Faca, enxada e foice – obedeça!
Corta às cegas: cana e carne, hostil…
Edi
Vê um lume pairando ainda aceso,
Abre um olho, prum lampião num canto.
Clareia desde ontem, o quarto santo.
Não tem botas calçadas, menosprezo!
No fino frio matinal, já faz luta.
Corta a cana com raiva, sede e fome.
Má vida, em cada golpe lhe consome!
Chamado inconsciente, da morte escuta!
Olhando no cansaço, a cor do chão .
Dum milagre, ele ergue a cabeça.
Do longe chega à cena, o senhoril.
Dedo em riste, lhe escraviza o Patrão!
Faca, enxada e foice – obedeça!
Corta às cegas: cana e carne, hostil…
Edi

